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Artigo: Esse acorde é maior ou menor?

Olá! Você já sabe diferenciar um acorde maior de um menor? Essa diferença é perceptível audivelmente, certo? Mas e se eu te perguntar a diferença na estrutura desses dois tipos de acordes? No artigo de hoje, veremos como se diferencia essa estrutura. 

Primeiramente, vamos lembrar de dois intervalos:

  • 3ª M (maior): composta por dois tons.
  • 3ª m (menor): composta por um tom e um semitom.

Um acorde, seja ele maior ou menor, é formado por três notas: tônica, terça e quinta. Assim, a distinção entre um acorde maior e um menor está na constituição do intervalo formado entre a tônica e a terça. Sendo que um acorde maior possui dois tons entre a tônica e a terça, e um acorde menor possui um tom e meio. 

Para ficar mais claro, fiz um vídeo explicando essa estrutura através do teclado do piano. No vídeo, uso como exemplo os acordes de fá maior e fá menor.https://youtu.be/cT5oT2i57G8

Agora que você já entendeu como formar esses acordes no seu instrumento, vamos colocar essas notas na pauta. Veja:

Então, quer dizer que a diferença entre um acorde maior e um menor é de um semitom? Isso mesmo. Pronto, agora você já sabe montar um acorde maior e um menor. Para fixar melhor, procure executar os acordes maiores e menores no seu instrumento e escrevê-los na pauta. Esse exercício te ajudará a identificar os acordes mais facilmente durante o aprendizado de uma música.

Ficou alguma dúvida? Escreva nos comentários. Até mais! 

Texto escrito por Juliana Campitelli, formada em Música pela Unicamp. É Professora do CMM Conservatório.

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Surgimento da música impressa

Você já parou para pensar como se copiavam partituras antigamente? Esse post comenta um pouco sobre a origem da impressão musical.

No final do século XV, a música começou a ser impressa através da técnica de xilogravura, em que as notas eram entalhadas em uma base de madeira e depois tingidas. Essa técnica foi inicialmente usada para imprimir o cantochão dos celebrações religiosas.

            No entanto, apesar de evitar que a música fosse escrita toda a mão, o que era um trabalho árduo, ainda não era um método ideal para a escrita da época que usava o formato de um diamante para a cabeça de algumas notas.

            Em 1501, Ottaviano Petrucci desenvolveu um novo método para a impressão musical. A nova técnica consistia no uso de uma chapa metálica bem definida. Tal técnica consistia em três etapas: uma para a impressão das linhas da pauta, uma para as notas e uma para o texto. Embora, o papel precisasse passar várias vezes pela prensa para marcar a pauta e a cabeça das notas, a impressão era extremamente elegante e legível. Ainda assim, esse processo era caro e o aparelho pequeno.

            Por volta de 1520, Pierre Attaingnant, um editor de Paris, desenvolveu um novo método de impressão. Nele, cada nota era cortada com seu próprio fragmento de pauta e poderia ser colocar junto do fragmento de texto correspondente, transformando o processo em uma única etapa. A nova técnica tornou a produção de livros musicais mais viável à comercialização e, assim, o mercado se expandiu rapidamente. Pouco tempo depois, cidades como Viena, Lyon e Nuremberg viraram importantes centros de impressão de partituras.

            Por muito tempo, a música era quase que exclusivamente uma prática da Igreja e daqueles que pertenciam à corte. Com o advento da impressão, músicos amadores puderam ter acesso à composições instrumentais e também à tratados de teoria musical.

            Assim, o desenvolvimento da impressão musical possibilitou a popularização da música escrita e também o advento de pequenas peças pensadas para serem executadas no ambiente doméstico. Além disso, a difusão dessas peças trouxe fama para seus compositores, afetando a própria história da música ocidental.

Fonte: Grout, Palisca. História da Música Ocidental.

Music: The Definitive Visual History.

Texto Escrito pela Professora Juliana Campitelli, que leciona no CMM Conservatório Musical, formada em música pela Unicamp.

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VISITA MONITORADA NO THEATRO MUNICIPAL

Você já visitou o centro histórico de São Paulo? Andou pela Praça Ramos de Azevedo e se deparou com uma prédio que parece ser de outro tempo? Bem, esse é o Theatro Municipal. Uma construção que destoa da maior parte do entorno, mas que não deixa de ser belíssima e, com certeza, de chamar muito atenção. Hoje, gostaria de falar da possibilidade de conhecer o lugar através da visita educativa. Para aqueles que gostam de música, arquitetura ou história é um ótimo passeio.

A visitação é acompanhada por um guia e permite o acesso de alguns ambientes do teatro, como: o saguão principal, sala de concertos e Salão Nobre. O projeto possibilita conhecer não só a história do edifício, como também a de São Paulo.

Virada Cultural 2019: megaprogramação ocupa o Theatro Municipal

Inaugurado em 1911, o Theatro Municipal foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, também conhecido pela realização de outras obras públicas em São Paulo, como por exemplo o Viaduto do Chá e o Shopping Light. Construído para atender a elite cafeeira paulista, o teatro foi inspirado na Opera Garnier de Paris e projetado para encenação desse gênero musical que gozava de grande popularidade na época. Por apresentar características de diversos gêneros arquitetônicos é considerado de Estilo Eclético.

No entanto, o Theatro Municipal passou por diversas reformas durante mais de um século de existência. Na década de 1950, a prefeitura iniciou uma reforma que trouxe mudanças importantes ao espaço, entre elas a chegada do órgão que hoje pode ser visto nas laterais do palco.

Outro lugar de destaque dentro do teatro é o Salão Nobre. Lá podem ocorrer apresentações do Coro Lírico ou mesmo alguns eventos gerenciados pela administração do teatro. Nesse espaço ainda é possível observar algumas referências aos barões do café e sua influencia na cidade, como, por exemplo, a moldura das pinturas do teto: folhas de café.

Contudo, esse ambiente foi por muito tempo um lugar acessado por poucos. O valor da entrada para os espetáculos era muito alto, ficando o acesso restrito à elite. Além disso, os espetáculos encenados eram, em sua maioria, reflexo da arte erudita que circulava na Europa naquela época, o que os distanciava ainda mais da população comum que pouco ou nenhum contato tinha com essa arte.

Em vista desse distanciamento entre o teatro e a população, nos últimos anos a administração vêm promovendo ações que propiciem essa reaproximação. Assim, ingressos à preços populares e até mesmo gratuitos são frequentemente disponibilizados à população, e costumam ter grande procura.
Além disso, é possível fazer a visita educativa que é gratuita e tem duração de uma hora.

Horários da visita:

  • De terça a sexta: 11h, 13h, 14hh, 15h, 16h e 17h.
  • Sábados: 11h, 13h, 14h e 15h.

Também é possível agendar visitas para grupos. Mais informações no link: https://theatromunicipal.org.br/pt-br/visita-educativa/.

Qualquer dúvida, mande nos comentários. Obrigada!

Texto Escrito por Juliana Campitelli, formada em Música pela Unicamp e Professora de Piano no CMM Conservatório Musical.

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A mão de acordo com o pianista

Você já viu essa imagem alguma vez durante suas pesquisas na internet?
(imagem abaixo)

Bom, eu já vi algumas vezes e, recentemente, um dos meus alunos ficou curioso
sobre ela e me mandou. Ela tenta expressar as características da música de cada compositor
através de uma metáfora com a “mão” de cada um ao piano. Eu gostei muito e para mim, faz
bastante sentido.

Então, hoje eu trouxe uma playlist com duas músicas de cada compositor (com
excessão de John Cage que há apenas uma) citado na imagem. Eu pensei: nada melhor do
que ouvir a música de um compositor para notar seu estilo e assim talvez ajudar a imagem a
fazer sentido para você.

A lista a seguir menciona o nome e o período da história da música ao cada

compositor pertence.

  1. Chopin (1810-1849) – Romantismo
  2. Beethoven (1770-1827) – Classicismo/ início do Romantismo
  3. Rachmaninoff (1873-1943) – Romantismo tardio
  4. Liszt (1811-1886) – Romantismo/ Nacionalismo
  5. Boulez (1925-2016) – Música do século XX**
  6. Cage (1912-1992) – Música do século XX**
  7. Bach (1685-1750) – Barroco
  8. Debussy (1862-1918) – Impressionismo
    A lista está disponível no Spotify e segue a ordem mencionada acima.

(link da lista do spotify abaixo)

**O século XX foi um período de grandes descobertas e de novos recursos para a gravação de
áudio, o que possibilitou o desenvolvimento de diversas correntes, por isso não classifiquei os
dois compositores, pois ambos fazem parte desse cenário experimental.
Espero que gostem da seleção. Qualquer dúvida ou sugestão, mande nos
comentários. Até mais!

Texto escrito pela Professora Juliana Campitelli, professora do CMM Conservatório formada em Música pela Unicamp.

Fonte: Music, the definitive visual history. DK London

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Como funcionam os pedais do piano?

Você já deu uma olhada embaixo de um piano? Lá, geralmente, tem três pedais. As
vezes, dois, mas na maioria das vezes, três. E para que eles servem? No artigo de hoje, vamos
entender como funcionam esses três pedais.

Primeiramente, preciso perguntar: você já leu o post como funciona um piano acústico?
Lá explico como funciona o mecanismo do instrumento e a produção de som. Se você ainda
não leu, dá um pulo lá. Tem um gif super legal de exemplo.
Bem, estamos falando de um piano acústico vertical, certo? Teclados e pianos digitais
também podem ter pedais, mas hoje vamos falar do uso dos pedais no piano acústico.
Olhe essa foto:

Esses são três pedais de um piano vertical e são acionados pelo pianista de acordo
com o tipo de som que ele pretende produzir. Então, vamos dar um nome à cada um deles, da
direita para esquerda: pedal de ressonância, surdina e una corda.

Para que serve cada um deles? O som do piano é produzido através da vibração das
cordas que são percutidas por martelos. Os pedais vão atuar diretamente nesse mecanismo
fazendo com que o som se prolongue ou diminua. Veja:
• Pedal de ressonância: também conhecido como “sustain” é o pedal que está a
direita. Quando acionado, esse pedal afasta os abafadores das cordas permitindo que
elas continuem a vibrar até que os abafadores retornem a posição inicial. O resultado é
um som mais potente devido ao prolongamento do tempo de vibração das cordas.
• Una corda: esse é o pedal da esquerda. Nos pianos de cauda, ele desloca os
martelos para o lado de forma que quando acionados só acertem uma das cordas
referente à tecla acionada. Esse mecanismo resulta em um som “mais abafado”, já que
não são todas as cordas que são percutidas. Já nos pianos verticais, o acionamento do
pedal una corda aproxima o martelo das cordas, a diminuição do percurso entre o
martelo e a corda diminui a intensidade com que o martelo a atinge, resultando em
menor volume da nota.
• Surdina: esse é o pedal do meio. Nos pianos verticais, quando esse pedal é
acionado um mando de feltro aproxima-se das cordas de forma que quando o martelo for
acionado ele atingirá o feltro e não a corda diretamente. Esse mecanismo resulta em um
som mais abafado.
A imagem a seguir mostra o interior do piano.

Aqui é possível ver os martelos alinhados. O tecido branco é o feltro usado para abafar
o som quando a surdina é acionada.

O mecanismo do piano foi aperfeiçoado durante anos, incluindo os pedais. Dessa
forma, o uso dos pedais é condicionado ao período que a música foi composta, sendo atrelado
ao piano de cada época.


Ficou alguma dúvida? Mande nos comentários. Até mais!

Texto escrito pela Professora Juliana Campitelli, professora do CMM Conservatório formada em Música pela Unicamp.


Fonte: http://blog.fritzdobbert.com.br/tudo-sobre-piano/quais-as-funcoes-dos-pedais-do-piano/

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COMO FUNCIONA UM PIANO ACÚSTICO?

Você já assistiu a um recital, concerto ou mesmo a um vídeo com um piano e ficou se perguntando como esse instrumento funciona? Nesse artigo, vamos entender como funciona um piano acústico.

Um piano vertical possui uma caixa de madeira onde está o mecanismo dos martelos, as cordas e a tábua harmônica. O ponto de partida é o toque do pianista nas teclas. A tecla serve como uma alavanca para acionar todo um mecanismo necessário para a produção do som.

Para entender o mecanismo de um instrumento, primeiro é importante saber qual o meio de produção do som. Os meios de produção do som podem ser cordas dedilhas, friccionadas, percutidas, entre outros. No caso do piano, a produção do som ocorre através da percussão das cordas do instrumento. Portanto, o som que ouvimos é resultado da vibração dessas cordas.

Quando a tecla é pressionada para baixo, o martelo conectado à ela é acionado entrando em contato com a corda mais próxima. Ao mesmo tempo, a tecla pressionada levanta o abafador da corda em questão deixando que esta vibre sem interferência. Para que esse processo ocorra, existe um complexo mecanismo conectado ao martelo que permite acionar a corda e também retornar ao estado original sem que haja interferência na produção do som. Quando a tecla é liberada, o martelo volta a posição original e o abafador desce sobre a corda impedindo que essa continue a vibrar.

NEpTu3a

Então, quer dizer que o som que ouvimos é a vibração das cordas? Sim. No entanto, as cordas sozinhas não produziriam o som potente que ouvimos em um piano. Por isso, dentro da caixa de madeira do piano existe um objeto chamado tábua harmônica. Essa peça é responsável por amplificar a vibração do ar produzida pelas cordas. Além disso, o próprio móvel do piano serve como um caixa de ressonância.

Assim, o som é resultado do ataque do pianista nas teclas e da interação entre cordas, martelos, abafadores e tábua harmônica.

O piano foi inventado por Bartolomeo Cristofori e sua primeira menção na história foi em um inventário da família Médici em meados de 1700. Desde então, o instrumento passou por diversas adaptações e ajustes até se tornar o piano moderno tal como conhecemos hoje.

Gostou do artigo? Mande dúvidas ou sugestões nos comentários. Até mais!

Texto escrito pela Professora Juliana Campitelli, professora do CMM Conservatório formada em Música pela Unicamp.

Fonte: Music: the definitive visual guide. (Dorling Kindersley London)

Gif: https://imgur.com/NEpTu3a

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Canto Coral Infantil

Todo mundo já cantou embaixo do chuveiro alguma vez, né? Aposto que se você puxar aí na sua memória, vai lembrar daquele clássico que você cantou no banheiro um tempo atrás. Hoje, vamos falar um pouco do canto coral para crianças.

Você já leu o artigo sobre musicalização infantil aqui no blog? O canto coral infantil pode ser uma forma de musicalização. A realização de atividades musicais de forma lúdica, tais como: cantar, dançar ou ouvir uma canção é uma forma de inserir as crianças no fazer musical de forma prazerosa. E por que não cantar em um coro para aprender música?

Mas e se eu não for afinado? Muitas pessoas pensam que só podem cantar se forem afinadas. Elas estão certas, mas a afinação é algo a ser trabalhado e adquirido. Já diz o ditado: ninguém nasceu sabendo.

Vários são os fatores que podem interferir na desafinação, entre os mais comuns estão os de ordem psicológica, como: timidez, ansiedade, medo, entre outros. Para isso, trabalha-se relaxamento muscular e técnica vocal, de forma que a criança desenvolva a emissão sonora e também a percepção musical, o que consequentemente aperfeiçoará sua afinação.

Qual a melhor idade para iniciar o canto coral? De acordo com estudiosos do meio musical, a idade seria entre 9 e 14 anos, pois nessa idade os pulmões já estão completamente formados e as crianças estão aptas a usarem a respiração de modo eficiente e adequado para o canto. No entanto, independente da idade, os bons hábitos respiratórios devem ser incentivados desde cedo.

O canto é uma atividade física e como tal, necessita de um preparo para ser executado. Assim, antes de começarem a cantar, as crianças fazem um aquecimento que consiste em relaxamento, alongamento, postura adequada e administração da respiração. Esse trabalho desperta a consciência corporal dos jovens e permite melhor concentração nas atividades que seguirão.

O trabalhado desenvolvido no coro possibilita a iniciação no fazer musical com um instrumento que todos temos, a voz. Através das atividades feitas no coral é possível desenvolver a percepção musical, a afinação, a leitura, o senso de pulso e tempo e a independência das vozes. Além disso, o trabalho coletivo do coro proporciona às crianças a possibilidade de trabalhar em conjunto, de respeitar uma liderança, de manter-se em silêncio e de criar disciplina.

Dessa forma, as atividades do canto coral proporcionam não só a construção de um repertório coletivo, mas também noções musicai que servirão a outros instrumentos, caso o indivíduo futuramente escolha um. Você pode começar no coral da igreja, da escola, de um centro cultural ou uma ong e, assim, ter as primeiras noções de música. Se futuramente sentir necessidade, pode procurar um professor particular ou uma escola especializada.

Sendo assim, se você está a procura de um caminho para aprender música e ainda não encontrou, tente participar de um coral e experimente fazer música em conjunto. Espero ter ajudado.

Qualquer dúvida, mande nos comentários! Obrigada.

Texto escrito pela Professora Juliana Campitelli do CMM, formada em música pela Unicamp, leciona Piano e Musicalização Infantil no CMM Conservatório Musical.

Fonte: Rheinboldt, Juliana M.: Preparo vocal para coro infantil: análise, descrição e análise da proposta do maestro Henry Leck aplicado ao “Coro da gente” do Instituto Baccarelli.

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Os benefícios da Educação Musical por Kátia Barrios

Vamos falar de papo sério?
Por meio da música, bebês e crianças aprendem a viver em sociedade. Seu filho não sabe fazer silêncio? Chora quando não consegue o brinquedo na hora que ele quer? Não sabe se relacionar com outras crianças? Tudo isso pode ser transformado, de forma simples e divertida: através da Educação Musical.

O envolvimento de crianças com o universo sonoro começa antes do nascimento, pois na fase intrauterina o bebê já convive com alguns sons provocados pelo corpo da mãe, como o coração batendo, a respiração e o sangue fluindo nas veias. Mamães gestantes procuram aulas de música atualmente, com a intenção de proporcionar através do toque, dos cânticos e da escuta, momentos de intercâmbio, paz, alegria e serenidade.

Após o nascimento, o bebê faz interações com diversos sons do cotidiano, como TV, automóveis, voz de pessoas, música, sons de animais; e assim desenvolve seu repertório de comunicação. A música tem importante papel na formação da criança, uma vez que, além de adquirir sensibilidade aos sons, ela desenvolve diversas qualidades, como concentração, coordenação motora, socialização, respeito a si e ao grupo, disciplina e outras características que colaboram na formação do indivíduo.

Muitos estudos confirmam esses benefícios adquiridos com a musicalização na infância. Vale destacar Andrzes Janicki, médico polonês especializado em musicoterapia, que realizou experiências nesse campo e concluiu que a música influencia nas funções de numerosos órgãos internos, na função psíquica e na memória. Tais influências se revelam diretamente no ritmo cardíaco, pressão arterial, secreção do suco gástrico e no metabolismo. O que significa que quem tem contato com a música, por diversas formas, pode sofrer menos com stress e com o medo, problemas considerados como “doenças da modernidade” principalmente em jovens, adultos e terceira idade.

A musicalização é altamente aconselhada por especialistas em crianças com deficiência. Em todos os momentos de uma aula de música, há espaço para o exercício sensível e cognitivo. Com um trabalho de sonorização de estórias, invenção de composições, brincadeiras, jogos de improvisação, elaboração de arranjos, audições, cantorias, desenhos de partituras, construção de instrumentos, os alunos percebem e entendem os sons, o silêncio e se desenvolvem na arte da educação Musical.

É sonho de todos os pais que seus filhos se desenvolvam primorosamente, de modo que estes caminhem para a autoemancipação e, assim, tornem-se Seres Humanos íntegros norteados pela sensibilidade, socialização, concentração, equilíbrio e organização.

Katia Barrios (Pedagoga e Diretora do Conservatório Musical CMM)

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O que é musicalização infantil? “Musicalizar-se: torna-se sensível a música, de modo que a pessoa reaja, mova-se com ela.”

Resolvi escrever esse artigo, porque frequentemente nas escolas onde trabalho vejo pais perguntando sobre musicalização infantil. Querem saber do que se trata e se é mais interessante proporcionar aos filhos a aula de musicalização ou já colocá-los em contato com um instrumento musical. A resposta para essa pergunta depende de alguns fatores, como: idade da criança, se essa já teve ou tem contato com o fazer musical, entre outros. Assim, vou tentar esclarecer aqui o que é essa prática, a quem se destina e qual sua importância, especialmente aos iniciantes.
Bem, antes de tudo, uma pergunta muito importante: você sabe o que é música?Música é uma linguagem artística que tem por objetivo comunicar a experiência de quem a compôs. Ora, para que haja comunicação é necessário que haja também compreensão, certo? 
 A compreensão musical se dá de forma distinta em relação a linguagem escrita, a qual estamos acostumados. Por ser resultado das experiências humanas, sua compreensão depende de fatores culturais e sociais nos quais está inserida. Assim, compreender e fazer música não é uma questão mística ou de empatia, mas sim de uma sensibilidade adquirida a partir do contato com o fazer musical.
Nesse sentido, a aula de musicalização é um processo que possibilita aos participantes adquirir ferramentas para melhor compreender a música e, consequentemente, executá-la.

Geralmente feitas em grupo, as aulas propiciam o aprendizado de forma lúdica e empírica. Brincar faz parte do cotidiano infantil, assim trabalhar jogos e canções em roda, torna o fazer musical algo mais natural para as crianças. A prática pode trabalhar apreciação musical, improviso, história da música e execução instrumental. Tais atividades possibilitam o desenvolvimento de habilidades musicais de forma mais interessante, pois muitas vezes esses aspectos são abordados de forma teórica nas aulas de instrumento, o que resulta em uma situação abstrata e pouco eficaz aos alunos iniciantes.
Além do desenvolvimento de habilidades musicais, a aula de musicalização é uma forma de propiciar a socialização de seus participantes, trazendo a possibilidade de trabalharem em conjunto, de ouvirem uns aos outros e de respeitarem uma liderança. Também deve-se atentar a possibilidade do contato com gêneros musicais diversos e que muitas vezes estão distantes daquilo que é veiculado na mídia, ampliando os horizontes musicais das crianças.
Por fim, minha resposta para a pergunta: quem “deve” participar das aulas de musicalização? Bem, todos aqueles que desejam fazer música poderiam passar por esse processo, mas especialmente as crianças que estão iniciando seus estudos musicais, visto todos os pontos citados acima.
 Espero que tenha ajudado a esclarecer um pouco sobre o tema. Qualquer dúvida, mande nos comentários. Obrigada.

Texto escrito pela Professora Juliana Campitelli do CMM, formada em música pela Unicamp, leciona Piano e Musicalização Infantil no CMM Conservatório Musical.

Fonte: Música(s) e seu ensino. Maura Penna.

https://professoradepiano.com.br

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Crianças com TDAH, Música hoje e já!

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Não é mais segredo a algum tempo que a prática da música é precursora da relativa melhora no desempenho do ser humano nos mais variados campos de desenvolvimento, psíquico, inter-pessoal, profissional, afetivo etc. Temos observado ao longo dos anos tanto nos artigos e estudos que temos acesso, seja em experiências compartilhadas com profissionais do segmento ou em casos que nos engajamos ao longo de 40 anos de estrada no mundo da Educação, tendo trabalhado e tomado conhecimento sobre diversos perfis de alunos que buscaram e apostaram na música como um motor de desenvolvimento com anseios na melhora de algum ponto a ser reforçado e fortalecido.

A Música com todo o seu papel pedagógico e educativo, cada vez mais é utilizada para corroborar, por exemplo, com o tratamento de crianças e jovens com Déficit de Atenção (TDAH), tendo tido excelentes resultados a médio e longo prazo, sendo em alguns casos, de maneira tão surpreendentemente acentuada e profunda, sempre ao estimular o canto ou ouvindo sonoridades e melodias fornecidos no contexto da musicalização, uma rotina hoje presente no dia a dia dos Conservatórios. O foco é reduzir a ansiedade (O mal do século), aumentar a capacidade de concentração, promover o relaxamento e melhorar a qualidade de vida como recurso paralelo e substancial em um paciente diagnosticado com TDAH.

Estudos apontam que entre 3% e 5% das crianças brasileiras sofrem com esse tipo de transtorno neurobiológico que se manifesta nos primeiros anos de vida da criança. Quanto mais rápido o diagnóstico, mais efetivo é neutralizar seus principais sintomas, aprendendo com o tempo a como lidar e conter os impulsos da falta de atenção, inquietudes, impulsividade e hiperatividade, que no fundo causam cada vez mais sofrimento a criança e as famílias que não estão habituadas com o contexto de entender esse universo e saber lidar, para fornecer os estímulos corretos, como por exemplo a música e atividades especiais que chamamos de suporte.

Um dos principais suportes frente a essa condição, além da inserção no contexto da prática musical é a musicoterapia. Nossa Diretora Pedagógica do CMM Kátia Barrios é Pos-Graduada em Musicoterapia e afirma que um dos seus principais anseios ao procurar se especializar na área foi para ajudar no auxílio a famílias que tenham crianças com essas condições, e hoje, por falta de conhecimento das pessoas no mercado, recorrem a tratamentos muitas vezes radicais antes de procurar um paleativo, que apesar de aparentemente mais moderado, é efetivamente eficaz num processo mais gradual no tratamento, através de contato com o campo musical, fornecendo considerável melhora nas condições da criança imersa na Educação Musical e suas frentes de atuação.

Para se tocar um instrumento, seja ele a Guitarra, Baixo, Violino, Piano ou Teclado, o aluno precisa desenvolver várias habilidades de forma conjunta, como a coordenação motora, percepção rítmica e melódica, leitura de partituras, no caso do canto, controle da voz, afinação e harmonia, domínio da respiração o que exige dedicação e atenção plena, que enfim resultam em uma consequente melhora na socialização, sensibilidade e disciplina, diminuindo os níveis de estresse, impactando diretamente na auto-estima promovendo o aumento nos níveis de Dopamina (Neuro-transmissor responsável pela atenção, motivação e memória – elementos esses que são essênciais para a melhora nas condições de um aluno diagnosticado com TDAH).

Fonte: Sabra.org.br

Autor do Texto: Allan Manfredi Diretor Comercial e Marketing do CMM