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VISITA MONITORADA NO THEATRO MUNICIPAL

Você já visitou o centro histórico de São Paulo? Andou pela Praça Ramos de Azevedo e se deparou com uma prédio que parece ser de outro tempo? Bem, esse é o Theatro Municipal. Uma construção que destoa da maior parte do entorno, mas que não deixa de ser belíssima e, com certeza, de chamar muito atenção. Hoje, gostaria de falar da possibilidade de conhecer o lugar através da visita educativa. Para aqueles que gostam de música, arquitetura ou história é um ótimo passeio.

A visitação é acompanhada por um guia e permite o acesso de alguns ambientes do teatro, como: o saguão principal, sala de concertos e Salão Nobre. O projeto possibilita conhecer não só a história do edifício, como também a de São Paulo.

Virada Cultural 2019: megaprogramação ocupa o Theatro Municipal

Inaugurado em 1911, o Theatro Municipal foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, também conhecido pela realização de outras obras públicas em São Paulo, como por exemplo o Viaduto do Chá e o Shopping Light. Construído para atender a elite cafeeira paulista, o teatro foi inspirado na Opera Garnier de Paris e projetado para encenação desse gênero musical que gozava de grande popularidade na época. Por apresentar características de diversos gêneros arquitetônicos é considerado de Estilo Eclético.

No entanto, o Theatro Municipal passou por diversas reformas durante mais de um século de existência. Na década de 1950, a prefeitura iniciou uma reforma que trouxe mudanças importantes ao espaço, entre elas a chegada do órgão que hoje pode ser visto nas laterais do palco.

Outro lugar de destaque dentro do teatro é o Salão Nobre. Lá podem ocorrer apresentações do Coro Lírico ou mesmo alguns eventos gerenciados pela administração do teatro. Nesse espaço ainda é possível observar algumas referências aos barões do café e sua influencia na cidade, como, por exemplo, a moldura das pinturas do teto: folhas de café.

Contudo, esse ambiente foi por muito tempo um lugar acessado por poucos. O valor da entrada para os espetáculos era muito alto, ficando o acesso restrito à elite. Além disso, os espetáculos encenados eram, em sua maioria, reflexo da arte erudita que circulava na Europa naquela época, o que os distanciava ainda mais da população comum que pouco ou nenhum contato tinha com essa arte.

Em vista desse distanciamento entre o teatro e a população, nos últimos anos a administração vêm promovendo ações que propiciem essa reaproximação. Assim, ingressos à preços populares e até mesmo gratuitos são frequentemente disponibilizados à população, e costumam ter grande procura.
Além disso, é possível fazer a visita educativa que é gratuita e tem duração de uma hora.

Horários da visita:

  • De terça a sexta: 11h, 13h, 14hh, 15h, 16h e 17h.
  • Sábados: 11h, 13h, 14h e 15h.

Também é possível agendar visitas para grupos. Mais informações no link: https://theatromunicipal.org.br/pt-br/visita-educativa/.

Qualquer dúvida, mande nos comentários. Obrigada!

Texto Escrito por Juliana Campitelli, formada em Música pela Unicamp e Professora de Piano no CMM Conservatório Musical.

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Como funcionam os pedais do piano?

Você já deu uma olhada embaixo de um piano? Lá, geralmente, tem três pedais. As
vezes, dois, mas na maioria das vezes, três. E para que eles servem? No artigo de hoje, vamos
entender como funcionam esses três pedais.

Primeiramente, preciso perguntar: você já leu o post como funciona um piano acústico?
Lá explico como funciona o mecanismo do instrumento e a produção de som. Se você ainda
não leu, dá um pulo lá. Tem um gif super legal de exemplo.
Bem, estamos falando de um piano acústico vertical, certo? Teclados e pianos digitais
também podem ter pedais, mas hoje vamos falar do uso dos pedais no piano acústico.
Olhe essa foto:

Esses são três pedais de um piano vertical e são acionados pelo pianista de acordo
com o tipo de som que ele pretende produzir. Então, vamos dar um nome à cada um deles, da
direita para esquerda: pedal de ressonância, surdina e una corda.

Para que serve cada um deles? O som do piano é produzido através da vibração das
cordas que são percutidas por martelos. Os pedais vão atuar diretamente nesse mecanismo
fazendo com que o som se prolongue ou diminua. Veja:
• Pedal de ressonância: também conhecido como “sustain” é o pedal que está a
direita. Quando acionado, esse pedal afasta os abafadores das cordas permitindo que
elas continuem a vibrar até que os abafadores retornem a posição inicial. O resultado é
um som mais potente devido ao prolongamento do tempo de vibração das cordas.
• Una corda: esse é o pedal da esquerda. Nos pianos de cauda, ele desloca os
martelos para o lado de forma que quando acionados só acertem uma das cordas
referente à tecla acionada. Esse mecanismo resulta em um som “mais abafado”, já que
não são todas as cordas que são percutidas. Já nos pianos verticais, o acionamento do
pedal una corda aproxima o martelo das cordas, a diminuição do percurso entre o
martelo e a corda diminui a intensidade com que o martelo a atinge, resultando em
menor volume da nota.
• Surdina: esse é o pedal do meio. Nos pianos verticais, quando esse pedal é
acionado um mando de feltro aproxima-se das cordas de forma que quando o martelo for
acionado ele atingirá o feltro e não a corda diretamente. Esse mecanismo resulta em um
som mais abafado.
A imagem a seguir mostra o interior do piano.

Aqui é possível ver os martelos alinhados. O tecido branco é o feltro usado para abafar
o som quando a surdina é acionada.

O mecanismo do piano foi aperfeiçoado durante anos, incluindo os pedais. Dessa
forma, o uso dos pedais é condicionado ao período que a música foi composta, sendo atrelado
ao piano de cada época.


Ficou alguma dúvida? Mande nos comentários. Até mais!

Texto escrito pela Professora Juliana Campitelli, professora do CMM Conservatório formada em Música pela Unicamp.


Fonte: http://blog.fritzdobbert.com.br/tudo-sobre-piano/quais-as-funcoes-dos-pedais-do-piano/

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COMO FUNCIONA UM PIANO ACÚSTICO?

Você já assistiu a um recital, concerto ou mesmo a um vídeo com um piano e ficou se perguntando como esse instrumento funciona? Nesse artigo, vamos entender como funciona um piano acústico.

Um piano vertical possui uma caixa de madeira onde está o mecanismo dos martelos, as cordas e a tábua harmônica. O ponto de partida é o toque do pianista nas teclas. A tecla serve como uma alavanca para acionar todo um mecanismo necessário para a produção do som.

Para entender o mecanismo de um instrumento, primeiro é importante saber qual o meio de produção do som. Os meios de produção do som podem ser cordas dedilhas, friccionadas, percutidas, entre outros. No caso do piano, a produção do som ocorre através da percussão das cordas do instrumento. Portanto, o som que ouvimos é resultado da vibração dessas cordas.

Quando a tecla é pressionada para baixo, o martelo conectado à ela é acionado entrando em contato com a corda mais próxima. Ao mesmo tempo, a tecla pressionada levanta o abafador da corda em questão deixando que esta vibre sem interferência. Para que esse processo ocorra, existe um complexo mecanismo conectado ao martelo que permite acionar a corda e também retornar ao estado original sem que haja interferência na produção do som. Quando a tecla é liberada, o martelo volta a posição original e o abafador desce sobre a corda impedindo que essa continue a vibrar.

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Então, quer dizer que o som que ouvimos é a vibração das cordas? Sim. No entanto, as cordas sozinhas não produziriam o som potente que ouvimos em um piano. Por isso, dentro da caixa de madeira do piano existe um objeto chamado tábua harmônica. Essa peça é responsável por amplificar a vibração do ar produzida pelas cordas. Além disso, o próprio móvel do piano serve como um caixa de ressonância.

Assim, o som é resultado do ataque do pianista nas teclas e da interação entre cordas, martelos, abafadores e tábua harmônica.

O piano foi inventado por Bartolomeo Cristofori e sua primeira menção na história foi em um inventário da família Médici em meados de 1700. Desde então, o instrumento passou por diversas adaptações e ajustes até se tornar o piano moderno tal como conhecemos hoje.

Gostou do artigo? Mande dúvidas ou sugestões nos comentários. Até mais!

Texto escrito pela Professora Juliana Campitelli, professora do CMM Conservatório formada em Música pela Unicamp.

Fonte: Music: the definitive visual guide. (Dorling Kindersley London)

Gif: https://imgur.com/NEpTu3a